Estádios da Copa poderão ser usinas solares

15 06 2010

Ricardo Rüther é professor doutor do Laboratório de Energia Solar (LABSolar) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A instituição é pioneira em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para geração de energia a partir da radiação solar, com ótimos resultados. O campus da universidade exibe instalações a comprovar o êxito dos pesquisadores. Agora, o professor Rüther e sua equipe podem estar muito próximos de fazer deslanchar suas idéias. Seu laboratório, em parceria com o Instituto Ideal, de Florianópolis, idealizou estudos para transformar os estádios brasileiros que sediarão a Copa 2014 em verdadeiras usinas de geração de energia elétrica a partir da luz solar.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) encampou os estudos do LABSolar para aplicar a tecnologia no estádio do Mineirão e no ginásio do Mineirinho, transformando-os em usinas geradoras de energia. A previsão de investimentos é de aproximadamente R$ 28 milhões.

De acordo com o estudo, o Mineirão terá capacidade instalada de cerca de 1 mil kW e produção de 1, 2 mil mWh, suficientes para atender 800 residências. Com o Mineirinho, que terá capacidade de mais 1 mil kW,  a capacidade dos dois atenderá cerca de 1.500 residências.

O projeto poderá ser estendido, ainda, para o Maracanã, no Rio de Janeiro. “Como a Light faz parte do grupo da Cemig e será responsável pelo suprimento de energia do estádio, estamos tentando viabilizar esse projeto para instalar uma usina semelhante a do Mineirão no Maracanã”, afirma Alexandre Heringer Lisboa, gestor de projetos de energias renováveis da Cemig.

Lisboa adianta que após a estruturação do projeto, com definição da capacidade e custo da energia, além do impacto sobre o layout do estádio, o mesmo irá a licitação. “Até o fim de setembro soltaremos as especificações para publicação de edital e escolha das empresas que vão colocar o projeto em prática”.

Pituaçu, na Bahia, também é candidato

Também o estádio Pituaçu, em Salvador, é candidato à transformar-se em usina solar. O projeto, encampado pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), foi apresentado ao governador Jacques Wagner em maio. A custos estimados em R$ 5, 2 milhões, as obras poderão se iniciar ainda em 2010.

O projeto já foi apresentado, também, ao ministro do Esporte, Orlando Silva, e ao próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro candidato a se tornar uma usina solar é o estádio Beira Rio, em Porto Alegre.

“É uma grande oportunidade para a introdução de uma nova tecnologia nessas estruturas para a Copa. Se os estádios serão modernizados, pretendemos trabalhar para que sejam equipados com as placas fotovoltaicas”,  afirma Mauro Passos, diretor da ONG Instituto Ideal. Em sua opinião o Brasil ganhará muito espaço na mídia internacional sendo o primeiro país a promover uma “Copa Limpa”.

Geração fotovoltaica

O projeto do LABSolar parte de outras experiências bem sucedidas, como a do Stade de Suisse Wandkorf, em Berna, na Suiça, onde 10.738 células solares geram 1.134 GWh de energia por ano. Rüther ressalta que o potencial brasileiro é bem superior ao europeu. Esclarece, ainda, que a energia produzida pode ser integrada à rede, abastecendo o entorno dos estádios. “Não é sempre que os jogos são realizados no período noturno e enquanto isso as placas estão absorvendo luz solar. É um crédito de energia injetado na rede”, completa.

Pelo projeto, várias placas fotovoltaicas seriam colocadas nas coberturas, possibilitando captar a radiação solar, transformando-a em energia elétrica. No caso do Mineirão toda a produção será enviada para a subestação existente no estádio e jogada na rede da Cemig para comercialização. Uma parte da energia gerada será destinada ao próprio estádio como carga de emergência em caso de falta de energia.

A parte mais cara do projeto, a montagem dos equipamentos, levará cerca de dois meses. A ideia é ter o Mineirão preparado para a Copa das Confederações, em 2013.

Dos investimentos, 10 milhões de euros vêm de uma linha de crédito já aberta pelo banco de fomento alemão KFW em setembro do ano passado, dentro do acordo de cooperação técnica Brasil-Alemanha. O restante será de responsabilidade da Cemig. Os recursos também têm o objetivo de garantir eficiência energética nos estádios, envolvendo projetos de iluminação, climatização das cabines e áreas Vips, além do aquecimento da água dos vestiários.

Sobre energia solar leia também:http://www.engenhariaearquitetura.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&post=4303


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